Copom mantém a Selic em 13,75%: o que muda para a poupança, o crédito e quem tem dívida
O Copom interrompeu o ciclo de cortes e manteve a taxa básica em 13,75% ao ano. Veja o que a decisão significa para a poupança, o crédito e o caixa da empresa.
Com informações do G1
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano na reunião de 3 e 4 de novembro. A decisão foi unânime e interrompe o ciclo de cortes que começou em março.
A busca por "Selic hoje" e "Copom hoje" subiu no Google no fim da tarde de quarta-feira, e a pergunta que mais aparece junto é a mesma: o que isso muda no bolso.
O que o Copom decidiu
A Selic está em 13,75% desde 16 de setembro, quando o Copom cortou 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75%, por unanimidade. Em novembro, o comitê parou de cortar e deixou a taxa onde estava.
A próxima reunião acontece em 8 e 9 de dezembro e é a última do ano. O Boletim Focus de 30 de outubro, que reúne as projeções de 143 instituições, indica Selic de 13,50% ao fim de 2026. A inflação esperada para 2026 no Focus de 3 de novembro é de 5,22%, e a de 2027 é de 4,76%.
O que acontece com a poupança
Quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR). Essa regra vale agora. Em um ano, 0,5% ao mês compõe cerca de 6,17% antes da TR, conta feita com 1,005 elevado a 12.
Com a Selic em 13,75%, a poupança rende bem menos que a taxa básica. É por isso que a decisão do Copom pesa mais para quem investe em títulos atrelados à Selic, como o Tesouro Selic, do que para quem deixa o dinheiro na poupança.
O que acontece com o crédito e as dívidas
A Selic é a referência dos juros do país. Com a taxa parada em 13,75%, o crédito não fica mais barato do que estava em outubro: financiamento, cartão de crédito, cheque especial e empréstimo para empresa seguem com juros altos. Quem tem dívida com juros altos continua com a mesma prioridade, que é quitar primeiro a mais cara.
Juro alto encarece o estoque parado
Para o comércio, o efeito aparece no estoque. Cada produto parado na prateleira é dinheiro que não rende e, se a loja se financiou para comprar, é dinheiro que paga juros. Com a Selic em 13,75%, o custo de manter mercadoria encalhada sobe.
O Stock Pro, sistema da VisionX, junta PDV, estoque e caixa no mesmo lugar: o produto bipado no caixa baixa do estoque na hora. O controle de lotes e validades dá baixa automática pelo que vence primeiro, e o PDV segue vendendo sem internet e envia as vendas quando a conexão volta.
O que olhar até dezembro
O Copom volta a se reunir em 8 e 9 de dezembro. A leitura do mercado, pelo Focus, é de que a Selic termine o ano em 13,50%. Até lá, a regra para o bolso é a mesma: dívida cara primeiro, reserva em investimento que acompanha a Selic e compra de estoque medida pelo giro.
Fonte: G1. Texto redigido pela redação do BrasilVisto com base nas informações publicadas.



