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qua., 4 de nov.Atualizado 04/11/2026, 20:00
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Sam Altman diz que é 'terrível' ter RAM parada no seu PC: o que ele falou e por que a memória está cara

O CEO da OpenAI afirmou que memória em computador pessoal é desperdício diante da escassez de DRAM. Entenda a fala, a reação e o que ela diz sobre o preço dos aparelhos.

Com informações do TechRadar

Sam Altman, CEO da OpenAI, disse que é "bem terrível" que as pessoas tenham memória DRAM parada dentro do próprio computador enquanto o mundo enfrenta falta dela. A frase, dada num podcast no fim de outubro, voltou ao topo das buscas no Brasil nesta quarta-feira, 4 de novembro, com o termo "sam altman memória ram".

O que ele disse

Em entrevista ao podcast Cheeky Pint, Altman defendeu que a memória disponível deve ficar em data centers. "Do ponto de vista da alocação global, é bem terrível que todo mundo tenha uma parte do estoque limitado de DRAM do mundo dentro do próprio computador, sendo usada 5% do tempo", afirmou.

Ele continuou: "Você quer a utilização máxima na nuvem, se está lidando com esse ambiente de oferta restrita. E, de algum jeito, a intuição de muita gente é o oposto disso." A fala aparece por volta dos 29 minutos do episódio, segundo o TechSpot.

O contexto é a discussão sobre rodar modelos de IA no próprio aparelho. Altman citou os computadores com IA local e os modelos de código aberto, que concorrem com os da OpenAI. O argumento dele é de eficiência: um data center usa a memória quase o tempo todo, e um PC raramente usa toda a que tem.

A reação

A resposta nas redes foi negativa. O TechRadar relata que uma discussão no Reddit sobre a fala ficou cheia de críticas à IA, aos data centers e à crise de memória. Elon Musk também reagiu e disse que "as pessoas merecem ter a RAM delas também".

Por que a memória está cara

O TechSpot afirma que a demanda dos data centers de IA consumiu a maior parte da oferta de memória da indústria e que o custo da DRAM subiu cerca de cinco vezes desde o ano passado, segundo relatos. O efeito chega ao consumidor: a Times of India registrou em 30 de outubro que celulares, notebooks e consoles ficam mais caros com a alta da memória.

Altman também esteve em movimento na cadeia de suprimento. O Data Center Dynamics informou que ele se reuniu com executivos da Samsung em 2 de novembro, com a escassez de chips de memória se agravando.

O que isso muda para quem compra um aparelho

Quem pretende trocar de notebook ou celular enfrenta preço mais alto para a mesma quantidade de memória, e a tendência é que a escassez continue pesando nos lançamentos. Para quem já tem o aparelho, o caminho é usar bem a memória que existe.

Há quem faça o caminho oposto ao da nuvem. O PDF sem Cadastro, da VisionX, reúne ferramentas para juntar, dividir, assinar, comprimir e converter PDF, grátis e sem cadastro, e o arquivo não sai do seu celular. Nada de enviar documento para servidor de terceiros para resolver o PDF do dia.

A discussão que fica

A pergunta que Altman colocou é de quem deve ficar com o estoque de memória do mundo: o data center, que roda o tempo todo, ou o aparelho de cada um. Para ele, a resposta é a nuvem. A reação mostra que, para boa parte de quem compra os aparelhos, a resposta é outra.

Fonte: TechRadar. Texto redigido pela redação do BrasilVisto com base nas informações publicadas.

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