BrasilVisto
sex., 6 de nov.Atualizado 06/11/2026, 13:30
sex., 6 de nov.Atualizado 06/11/2026, 13:30

Temor com retorno da IA derruba bolsas na Ásia e na Europa após tombo em Nova York

Nasdaq caiu 5,5% na quinta, o S&P 500 recuou 4,4%, e a onda de vendas atingiu Japão, Coreia do Sul e Europa nesta sexta-feira (6).

Com informações do G1

Ilustração editorial sobre: Temor com retorno da IA derruba bolsas na Ásia e na Europa após tombo em Nova York. Imagem gerada por inteligência artificial.
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial.

Os mercados globais abriram a sexta-feira (6) sob o efeito da forte desvalorização em Wall Street no dia anterior. A queda nas ações de tecnologia, ligada às dúvidas sobre o retorno dos investimentos em inteligência artificial, chegou às bolsas asiáticas e europeias.

O que aconteceu em Nova York

Na quinta-feira (5), o S&P 500 recuou 4,4% e fechou aos 7.353,73 pontos, o pior desempenho do índice desde abril de 2025, mês em que Donald Trump anunciou o chamado tarifaço. O Dow Jones perdeu 3,4%, aos 51.523,06 pontos. O Nasdaq teve baixa de 5,5%, aos 24.315 pontos, a maior queda diária desde 4 de abril de 2025.

Com o tombo, o Nasdaq ficou quase 12% abaixo do fechamento recorde de 6 de outubro. Quando um índice cai mais de 10% em relação a um pico recente, o mercado chama o movimento de correção.

Entre as ações, a Nvidia recuou 9,3% e a AMD perdeu 17,3%. A CoreWeave caiu 9,8% e a GE Vernova, 7,5%. O índice de semicondutores da Filadélfia cedeu 12%, ao menor nível em mais de seis meses.

Por que o mercado reagiu

Dois fatores pesaram. O primeiro é a dúvida de que os investimentos bilionários em IA devolvam o lucro esperado, somada ao custo elevado de construir data centers. O segundo é a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato, que aumentou o receio de maior fiscalização e de limites à construção dessas instalações, por causa do alto consumo de energia.

Analistas do UBS estimaram que cerca de 30% do aumento previsto na capacidade dos data centers americanos em 2028 pode ser afetado por pausas em obras. A CoreWeave teve o spread do seu swap de inadimplência de 5 anos elevado a um recorde de 1.267,9 pontos-base.

O Nasdaq 100 caiu 6,4%, o que eliminou US$ 2,5 trilhões em valor de mercado. A consultoria Elos Ayta calculou que o S&P 500 perdeu US$ 3,31 trilhões em um dia. Já as sete maiores empresas de tecnologia perderam US$ 1,03 trilhão, sendo US$ 446 bilhões só da Nvidia. O valor das companhias listadas na B3 é de US$ 857 bilhões.

Ásia e Europa sentem o impacto

Na Coreia do Sul, o Kospi chegou a cair 8,8%, o que acionou o circuit breaker, mecanismo que interrompe as negociações para conter movimentos extremos. Os negócios ficaram parados por 20 minutos. Depois da retomada, o índice fechou em baixa de 6,02%, aos 5.059 pontos.

No Japão, o Nikkei terminou com perda de 5,96%, aos 57.434 pontos. Em Taiwan, a baixa foi de 4,51%. Cingapura recuou 2,17%, Hong Kong perdeu 1,27% e Xangai cedeu 1,10%. As bolsas chinesas e a de Hong Kong recuperaram parte das perdas durante o pregão e, mesmo assim, encerraram a semana em alta. O Hang Seng subiu 5,1% no período.

Na Europa, perto das 13h15, o índice STOXX 600 caía 1,11%. O DAX, da Alemanha, recuava 2,05%, o FTSE 100, do Reino Unido, perdia 1,15% e o CAC-40, da França, cedia 0,89%.

Wall Street reage nesta sexta

Enquanto a Europa caía, os índices americanos operavam em alta por volta das 13h15. O S&P 500 avançava 0,97%, o Nasdaq Composite subia 1,47% e o Dow Jones ganhava 0,13%.

Fonte: G1. Texto redigido pela redação do BrasilVisto com base nas informações publicadas.

sp500nasdaqinteligência artificialwall streetdata centersbolsas

Leia também